Cansaço que não passa, dificuldade de concentração, queda de cabelo, unhas fracas. Muitas vezes esses sintomas são atribuídos à rotina corrida — mas podem ter uma causa nutricional. Entre as deficiências mais frequentes estão as de vitamina D, vitamina B12 e ferro.
Vitamina D
A vitamina D participa da saúde dos ossos, dos músculos e do sistema imunológico. A principal fonte é a produção na pele a partir da exposição ao sol — por isso, quem passa a maior parte do dia em ambientes fechados tem mais risco de níveis baixos.
Quem tem mais risco: idosos, pessoas com pouca exposição solar, pessoas com obesidade, gestantes e quem tem doenças que afetam a absorção intestinal.
Possíveis sinais: fraqueza muscular, dores no corpo, cansaço e, a longo prazo, perda de massa óssea.
Vitamina B12
A B12 é essencial para a formação das células do sangue e para o funcionamento do sistema nervoso. Ela está presente principalmente em alimentos de origem animal.
Quem tem mais risco: vegetarianos e veganos, idosos, pessoas que fizeram cirurgia bariátrica, quem tem gastrite crônica e quem usa por muito tempo medicamentos como metformina ou omeprazol e similares.
Possíveis sinais: cansaço, formigamento em mãos e pés, falhas de memória, alterações de humor e anemia.
Ferro
O ferro é fundamental para o transporte de oxigênio no sangue. A deficiência é uma das mais comuns no mundo e pode existir mesmo antes de a anemia aparecer nos exames.
Quem tem mais risco: mulheres com fluxo menstrual intenso, gestantes, atletas, pessoas com dieta pobre em ferro e quem tem perdas de sangue ou problemas de absorção.
Possíveis sinais: cansaço, falta de ar aos esforços, palidez, queda de cabelo, unhas quebradiças e, às vezes, vontade de comer gelo.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é feito com exames de sangue — como 25-hidroxivitamina D, vitamina B12, hemograma, ferritina e saturação de transferrina —, sempre interpretados junto com os sintomas e o histórico do paciente.
Mais importante do que corrigir um número no exame é descobrir por que a deficiência aconteceu.
Suplementar por conta própria não é uma boa ideia
Suplementos parecem inofensivos, mas não são. O excesso de vitamina D pode elevar o cálcio no sangue; o excesso de ferro pode se acumular no organismo e causar danos. Além disso, suplementar sem investigar pode mascarar a causa da deficiência — como um problema de absorção ou uma perda de sangue.
A dose, a forma (oral ou injetável) e o tempo de tratamento devem ser definidos por um médico, com reavaliação periódica.
O papel da nutrologia
O nutrólogo investiga a origem da deficiência, corrige os níveis com segurança e ajusta a alimentação para que o problema não volte. Se você sente cansaço persistente ou tem algum dos fatores de risco citados, uma avaliação pode fazer toda a diferença na sua disposição.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

